Tipografia

26 11 2009

Cada dia que passa, denotamos como o recuso á tipografia e ao design gráfico é cada vez mais utilizado pelo marketing e a publicidade como meio de promover grandes marcas ou instituições.

Aqui ficam alguns exemplos divertidos de marcas como a Nike, Absolut Vodka e publicidade para o turismo como o Totaly London On.





Mies van der Rohe . Barcelona Chair

24 11 2009

Cadeira Barcelona

“Este gracioso modelo de cadeirão remonta á data da encomenda do Pavilhão da Alemanha para a exposição universal de Barcelona, em 1929. Lugwig Mies van der Rohe projectou um edificio considerado emblemático da arquitectura moderna e criou uma estrutura poética de planos horizontais e verticais, constituídos por paredes de mármore e ónix, vidro pintado e colunas cromodas.  (o pavilhão foi demolido em 1930 e reconstruido pela Fundació Mies van der Rohe, de acordo com as especificações originais em 1983-86). Não tendo no seu portfólio mobiliário que considerasse para a utilização neste espaço amplo e ininterrupto, concebeu assim a cadeira Barcelona, de modo a não parecer demasiado grande nem a afectar a fluidez do espaço, para complementar o pavilhão. Dado que reis de Espanha deveriam ser aí recebidos, Mies estava determinado a produzir uma cadeira “importante, elegante e monumental”. Utilizou uma estrutura de tesousa – com duas pernas em aço cromado, curvas e elegantes, como caracteres chineses – onde cada lado era unido por uma barra transversal com pernas e toda a estrutura era soldada e limada á mão.  As barras de aço eram um material exclusivo na altura e as correias de couro, esticadas sobre a estrutura, escondiam inteligentemente os pernos. Apesar de os cadeirões serem de fabrico difícil, para não falar do seu custo, a Knoll começou a produzir a cadeira mas decidiu criar uma estrutura soldada singular inteira. Esta solução reduziu a necessidade de polimento e lixamento e, em 1964, o aço cromado foi substituido por aço inoxidável polido. No entanto, a estrutura esteve sempre visível; o princípio da suspensão vê-se através do assento flutuante. O cadeirão foi aperfeiçoado por Mies nos anos de 1950, para conferir maior elasticidade ao assento, referindo que “a cadeira  deveria abrir-se ao seu ocupante sob o peso do seu corpo. As costas deveriam inclinar-se e o assento afundar-se.” No pavilhão alemão, Mies colucou apenas duas cadeiras com almofadas em couro branco, cada uma com 40 painéis cosidos á mão – junto a uma parede de ónix cor mel, o que lhe conferia um ar de autoridade e as elevava imediatamente ao estaturo de tronos. O cadeirão Barcelona nunca se destinou á produção em série, mas tornou-se num objecto de culto devido ao seu designer, que o começou a utilizar nas áreas de repepção formais dos seus emblemáticos edifícios – o que explica porque o podemos ver ainda hoje em edifícios de escritórios.”

Design, 1000 Objectos de Culto, Volume 3

 

Cadeira Barcelona

Em venda na Knoll – http://www.knoll.com/knoll_home.jsp





Quotes

24 11 2009

“Não precisamos de esteticismo, mas sim de amor, afecto, objectivos de vida e alma (…). O objecto de amanhã é para sentir; tem muita alma. Devemos ver menos e sentir mais.”

Philippe Starck





Marianne Brandt

24 11 2009

Marianne Brandt entrou para a Bauhaus em Weimar em 1924. Aprendeu nas oficinas de metais, que na altura eram dirigidas por Lázló Moholy-Nagy. Depois de fazer o exame final, tornou-se directora-adjunta das oficinas  e organizou projectos com a colaboração dos fabricantes de candeeiros Korting & Mathiesen AG (Kandem), em Leipzig, e Schwintzer & Graff, em Berlim. Na Bauhaus com colegas como Christian Dell e Hans Przyrembel, e desenhou o candeeiro Kandem com a colaboração de Hin Bredendieck em 1928, como parte de um projecto de turma. De 1928 a 1929 Brandt foi mestra assistente da oficina de metais da Bauhaus de Dessau. Em 1929 trabalhou no atelier de arquitectura de Walter Gropius em Berlim, e durante os 3 anos seguintes desenvolveu novos conceitos de design para a Matellwarenfabrik Ruppelwerk, em Gotha. Depois regressou a Chemnitz, onde começou a pintar. Durante esse período tentou licenciar alguns dos seus produtos á loja Wohnbedarf. Brandt ensinou na Hochschule fur Bildende Kunste, em Dresden, de 1951 a 1954, altura em que visitou a China e lá organizou uma exposição de design industrial com o apoio do governo alemão.





Pantone Kitchen

22 11 2009

 

Pegar nos Pantones e criar novos productos. Uma ideia muito original para uma cozinha de um designer 🙂

http://www.typhoonhousewares.com/TyphoonSite/pages/home/default.asp





Quotes

22 11 2009





Thonet Chair

19 11 2009

 

Michael Thonet fez experiençias com madeira laminada e obteve a patente do novo processo de arquear a madeira. Na sua empresa em Viena empenhou-se em arquear madeira sólida através do vapor e na sua produção em série. Surge deste processo a cadeira Nº 14, o modelo mais conhecido da sua firma. É uma das primeiras cadeiras a serem produzidas em série e em 1857/59 responde a uma encomenda para um café em Viena.

Thonet participa na Exposição Mundial de Londres em 1851, onde recebe uma medalha de ouro, e na exposição de Mundial de Paris de 1925, onde também exibe este modelo, no pavilhão “L’ésprit Nouveau” de Le Corbusier. O sucesso da firma deve-se sobretudo á adesão dos processos de fabrico em série e o modelo nº 14 torna-se num símbolo do design moderno, demonstrando, na época, que a máquina podia contribuir com sucesso para a produção dos objectos do dia-a-dia.

No ínicio do século, Josef Hoffman desenhava cadeiras de estilo Secessionista para a sua empresa e mais tarde, Marcel Breuer, Ludwig Mies van der Rohe e Le Corbusier, entre outros artista modernos, desenharam cadeiras com a mesma filosofia de construção em metal tubular.

Este modelo é um bom exemplo de simplificação. Nesta época as cadeiras eram feitas com muitas peças e geralmente eram muito trabalhadas, o que exigia muita mão-de-obra e muito material, ficando consequentemente muito caras.  Com este modelo Thonet foi muito inovador para época. Para conseguir dobrar a madeira impregnava-a de vapor, ficando esta mais flexível. Depois era colocada num molde, conservando a sua forma quando completamente seca. Construiu-a com 6 peças de madeira unidas com 6 parafusos. O assento era geralmente em palhinha.

Conseguiu assim um objecto funcional, ergonómico, para ser reproduzido em série, leve, barato e elegante. A sua beleza deve-se simplesmente ao método de fabricação. Ainda hoje continua a ser produzido este modelo.

Thonet prova que da correcta utilização das técnicas e dos materiais se pode atingir a beleza, sem ser necessário o recurso á arte aplicada.

 

THONET –  http://www.thonet.com/index2.htm