Marcel Breuer . Wassily Chair

1 12 2009

“A cadeira wassily é o modelo mais importante e representativo de Marcel Breuer. Quem se senta dispõe de um apoio total, ficando virtualmente suspenso dentro desta estrutura tubular que é uma interpretação moderna da cadeira club. A estrutura relativamente complexa de aço tubular foi concebida para assegurar conforto sem recorrer aos materiais tradicionais da época, ou seja, madeira, molas e crina de cavalo. A utilização de “tiras” de estofo do designado “Eisengarn” e de aço tubular integrava-se num movimento revolucionário de criação de “equipamento”  de produção em série adaptado á vida moderna; modelos de preços acessíveis, higiénicos, leves e resistentes. Marcel Breuer concebeu a Wassily em 1925, tendo sido, aparentemente, inspirada pela estrutura fina de uma bicicleta recentemente adquirida. Era o resultado do estudo de peças de mobiliário em madeira na Bauhaus e fazia parte do seu projecto de decoração do apartamento do pintor Wassily Kandinsky. Tratava-se de um modelo ousado e inovador que inspirou arquitectos e designers por toda a europa. Breuer continuou a produzir um numero considerável de modelos de mobiliário em aço tubular. Mais tarde, quando fugiu da Alemanha, Breuer trabalhou com diversos outros materiais, incluindo o alumínio e o contraplacado. Apesar de outros modelos de cadeiras posteriores terem sido importantes e permanecerem relevantes em termos históricos, a Wassily encarna os atributos fundamentais do mobiliário em aço tubular. A Wassily foi novamente lançada em 1962 pela Gavina, posteriormente adquirira pela Knoll, em 1968, e produzida como parte da sua colecção internacional de clássicos. Esta antecipação da longevidade de modelos anteriores á guerra como “clássicos” do futuro constituiu um marco decisivo para que esta cadeira se viesse a transformar no modelo emblemático para espaço interiores, tanto de empresas como de privados. (…)”

Design, 1000 objectos de culto, Volume 3

 





Marianne Brandt

24 11 2009

Marianne Brandt entrou para a Bauhaus em Weimar em 1924. Aprendeu nas oficinas de metais, que na altura eram dirigidas por Lázló Moholy-Nagy. Depois de fazer o exame final, tornou-se directora-adjunta das oficinas  e organizou projectos com a colaboração dos fabricantes de candeeiros Korting & Mathiesen AG (Kandem), em Leipzig, e Schwintzer & Graff, em Berlim. Na Bauhaus com colegas como Christian Dell e Hans Przyrembel, e desenhou o candeeiro Kandem com a colaboração de Hin Bredendieck em 1928, como parte de um projecto de turma. De 1928 a 1929 Brandt foi mestra assistente da oficina de metais da Bauhaus de Dessau. Em 1929 trabalhou no atelier de arquitectura de Walter Gropius em Berlim, e durante os 3 anos seguintes desenvolveu novos conceitos de design para a Matellwarenfabrik Ruppelwerk, em Gotha. Depois regressou a Chemnitz, onde começou a pintar. Durante esse período tentou licenciar alguns dos seus produtos á loja Wohnbedarf. Brandt ensinou na Hochschule fur Bildende Kunste, em Dresden, de 1951 a 1954, altura em que visitou a China e lá organizou uma exposição de design industrial com o apoio do governo alemão.





Bauhaus

13 11 2009

 

Manifesto Bauhaus:

O fim último de toda a actividade plástica é a construção. Adorná-la era, outrora, a tarefa mais nobre das artes plásticas, componentes inseparáveis da magna arquitetura. Hoje elas se encontram numa situação de auto-suficiência singular, da qual só se libertarão através da consciente atuação conjunta e coordenada de todos os profissionais. Arquitectos, pintores e escultores devem novamente chegar a conhecer e compreender a estrutura multiforme da construção em seu todo e em suas partes; só então suas obras estarão outra vez plenas de espírito arquitetônico que se perdeu na arte de salão.
As antigas escolas de arte foram incapazes de criar essa unidade, e como poderiam, visto ser a arte coisa que não se ensina? Elas devem voltar a ser oficinas. Esse mundo de desenhistas e artistas deve, por fim, tornar a orientar-se para a construção. Quando o jovem que sente amor pela atividade plástica começar como antigamente, pela aprendizagem de um ofício, o “artista” improdutivo não ficará condenado futuramente ao incompleto exercício da arte, uma vez que sua habilidade fica conservada para a atividade artesanal, onde pode prestar excelentes serviços.
Arquitetos, escultores, pintores, todos devemos retornar ao artesanato, pois não existe “arte por profissão”. Não há nenhuma diferença essencial entre artista e artesão, o artista é uma elevação do artesão, a graça divina, em raros momentos de luz que estão além de sua vontade, faz florescer inconscientemente obras de arte, entretanto, a base do “saber fazer” é indispensável para todo artista. Aí se encontra a fonte de criação artística.
Formemos, portanto, uma nova corporação de artesãos, sem a arrogância exclusivista que criava um muro de orgulho entre artesãos e artistas.
Desejemos, inventemos, criemos juntos a nova construção do futuro, que enfeixará tudo numa única forma: arquitetura, escultura e pintura que, feita por milhões de mãos de artesãos, se alçará um dia aos céus, como símbolo cristalino de uma nova fé vindoura.”

 

Walter Gropius

Weimar, Abril de 1919.





Walter Gropius

2 11 2009

0,1020,1437686,00

Walter Gropius estudou arquitectura na Technische Hochschule de Munique de 1903 a 1905, e depois na Technische Hochschule de Berlim, de 1905 a 1907. O seu primeiro projecto de edifício, em 1906, era para habitações de baixo custo, destinadas a trabalhadores agrícolas. De 1908 a 1910, Gropius trabalhou no atelier de Peter Behrens, em Berlim, projectando escritórios e mobiliário para o armazém Lehmann em Colónia. Em 1910 Gropius estabeleceu uma sociedade de arquitectura com Adolf Meyer (1881-1929) em Neubabelsberg e tornou-se membro da Deutscher Werkbund (estabelecida em 1907). Como membro activo da Deutscher Werkbund, opôs-se inicialmente ás exortações de Hermann Muthesius (1861-1927) a favor da estandarização e tomou o partido de Henry Van de Velde, que advogava individualismo e criatividade pessoal no design. A Fagus Factory (1911) de Gropius incorporava inovadoramente uma parede-cortina que estava suspensa dos elementos verticais do edifício e que foi apresentada no Jahrbucher da Werkbund, que Gropius editou de 1912 a 1914. Também desenhou a fábrica-modelo para a “Deutsche-Werkbund-Ausstelung” que teve lugar em Colónia em 1914, que com a sua construção de aço e vidro foi uma poderosa expressão do Movimento Moderno. Após a devastação da I Guerra Mundial, Gropius aceitou a necessidade da estandarização no design e tornou-se director da Hochschule Fur Angewandte Kunst, que uniu á Kunstakademie em Weimar em 1919, para formar a Staatliches Bauhaus. Enquanto dirigiu a escola, de 1919 a 1928, Gropius insistiu na unidade das artes e instigou um sistema de oficinas chefiadas por “mestres”. Durante este período, aceitou numerosas encomendas privadas de arquitectura, incluíndo a Sommerfeld House, desenhando várias peças de mobiliário pintadas de branco e desenvolveu uma casa pré-fabricada para a exposição “Weissenhof-Siedlung” de Estugarda em 1927. Quando a Bauhaus se mudou para Dessau, a escola adoptou por necessidade um novo racionalismo, e em 1925 Gropius projectou instalaçoes com esse objectivo, que encarnavam esta deslocação em direcção á modernidade industrial. Em 1934 Gropius emigrou para a Grã-Bretanha, onde trabalhou em sociedade com o arquitecto E. Maxwell Fry (1899-1987) até 1937. Enquanto teve em Londres, Gropius trabalhou para a empresa de Jack Pritchard, a Isokon, onde foi nomeado chefe de design em 1936. Um ano depois emigrou para os Estados Unidos e tornou-se professor de arquitectura na Harvard University.





Bauhaus

1 11 2009




O que é a Revolução Industrial?

26 10 2009
Revolução industrial e o design actual.