Braun

13 12 2009

A Braun, fabricante de electrodomésticos, foi fundada em 1921 por Max Braun em Frankfurt. Após a sua morte, em 1951, a empresa passa a ser dirigida pelos seus 2 filhos, Artur e Erwin, que decidiram implementar um programa racional e sistemático de design, e em 1952 a marca Braun assumiu a sua presente forma. Com este objectivo foram contratados em 1954 o professor Wilhelm WagenFeld e designers como Fritz Eichler, associado á Hochschule Fur Gestaltung, Ulm, para redesenhar os aparelhos de rádio e os fonógrafos da empresa. Eichler contratou outros designers associados á Hochschule Fur Gestaltung, como Otl Aicher, Hans Gugelot e Dieter Rams, para desenharem produtos simples e sem ornamentos. Assim, foi pioneira da estética minimalista, onde todas as características supérfluas são eliminadas. A Braun criou uma imagem institucional arrojada e reconhecida, que marcava presença em todas as áreas da empresa, desde o marketing até aos produtos. A Braun usa o design inovador para conseguir avanços técnicos e funcionais e estabelecer a tradição de progressismo no seio da sua equipa de design. A clareza estética dos produtos Braun é o resultado da ordenação lógica dos elementos e busca da totalidade simples e harmoniosa.

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The Miesrolo Chair

6 12 2009

 

A cadeira Miesrolo do designer Uros Vitas é sem dúvida uma ideia genial e com uma funcionalidade extrema. Com um design atractivo, é possivel enrolar e desenrolar a mesma, o que possibilita o transporte e a arrumação. Um projecto de design industrial muito bem conseguido. Esta grande ideia foi vencedora do Wood Agency Design Contest Belgrade 2008, University of Belgrade’s Award for Best Scientific-Professional Work in 2006/07, Golden Key Awards at Belgrade Int.Furniture Fair 2006 / 2007 e ULUPUDS diploma 2007.





Marianne Brandt

24 11 2009

Marianne Brandt entrou para a Bauhaus em Weimar em 1924. Aprendeu nas oficinas de metais, que na altura eram dirigidas por Lázló Moholy-Nagy. Depois de fazer o exame final, tornou-se directora-adjunta das oficinas  e organizou projectos com a colaboração dos fabricantes de candeeiros Korting & Mathiesen AG (Kandem), em Leipzig, e Schwintzer & Graff, em Berlim. Na Bauhaus com colegas como Christian Dell e Hans Przyrembel, e desenhou o candeeiro Kandem com a colaboração de Hin Bredendieck em 1928, como parte de um projecto de turma. De 1928 a 1929 Brandt foi mestra assistente da oficina de metais da Bauhaus de Dessau. Em 1929 trabalhou no atelier de arquitectura de Walter Gropius em Berlim, e durante os 3 anos seguintes desenvolveu novos conceitos de design para a Matellwarenfabrik Ruppelwerk, em Gotha. Depois regressou a Chemnitz, onde começou a pintar. Durante esse período tentou licenciar alguns dos seus produtos á loja Wohnbedarf. Brandt ensinou na Hochschule fur Bildende Kunste, em Dresden, de 1951 a 1954, altura em que visitou a China e lá organizou uma exposição de design industrial com o apoio do governo alemão.





Thonet Chair

19 11 2009

 

Michael Thonet fez experiençias com madeira laminada e obteve a patente do novo processo de arquear a madeira. Na sua empresa em Viena empenhou-se em arquear madeira sólida através do vapor e na sua produção em série. Surge deste processo a cadeira Nº 14, o modelo mais conhecido da sua firma. É uma das primeiras cadeiras a serem produzidas em série e em 1857/59 responde a uma encomenda para um café em Viena.

Thonet participa na Exposição Mundial de Londres em 1851, onde recebe uma medalha de ouro, e na exposição de Mundial de Paris de 1925, onde também exibe este modelo, no pavilhão “L’ésprit Nouveau” de Le Corbusier. O sucesso da firma deve-se sobretudo á adesão dos processos de fabrico em série e o modelo nº 14 torna-se num símbolo do design moderno, demonstrando, na época, que a máquina podia contribuir com sucesso para a produção dos objectos do dia-a-dia.

No ínicio do século, Josef Hoffman desenhava cadeiras de estilo Secessionista para a sua empresa e mais tarde, Marcel Breuer, Ludwig Mies van der Rohe e Le Corbusier, entre outros artista modernos, desenharam cadeiras com a mesma filosofia de construção em metal tubular.

Este modelo é um bom exemplo de simplificação. Nesta época as cadeiras eram feitas com muitas peças e geralmente eram muito trabalhadas, o que exigia muita mão-de-obra e muito material, ficando consequentemente muito caras.  Com este modelo Thonet foi muito inovador para época. Para conseguir dobrar a madeira impregnava-a de vapor, ficando esta mais flexível. Depois era colocada num molde, conservando a sua forma quando completamente seca. Construiu-a com 6 peças de madeira unidas com 6 parafusos. O assento era geralmente em palhinha.

Conseguiu assim um objecto funcional, ergonómico, para ser reproduzido em série, leve, barato e elegante. A sua beleza deve-se simplesmente ao método de fabricação. Ainda hoje continua a ser produzido este modelo.

Thonet prova que da correcta utilização das técnicas e dos materiais se pode atingir a beleza, sem ser necessário o recurso á arte aplicada.

 

THONET –  http://www.thonet.com/index2.htm





Deutsche Werkbund

15 11 2009

 

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“(…) Fundada em 1907, a Deutsche Werkbund tentou desde o início reconciliar o esforço artistíco com a produção industrial em massa. Assim, o seu corpo fundador era composto por um dúzia de designers, incluindo Riemerschmid, Bruno Paul, Peter Behrens e Josef Maria Olbrich, e uma dúzia de manufacturas, incluindo a Peter Bruckmann & Sohne e a Poeschel & Trepte, assim como oficinas de design, como a Wiener Werkstatte e a Vereinigte Werkstatten fur Kunst im Handwerk sedeada em Munique. Peter Bruckmann foi nomeado presidente da associação, e ao fim de um ano a sociedade tinha cerca de 500 pessoas. A partir de 1912 a Werkbund começou a publicar um anuário, que incluía artigos com ilustrações com designs dos seus membros, como fábricas de Walter Gropius e Peter Behrens e carros de Ernst Naumann. O anuário continha também listas com a morada dos membros e as áreas de especialização, numa tentativa de promover a colaboraçã entre a arte e a indústria. (…) No entanto a crescente divergência entre o artesanato e a produção industrial alimentava um debate dentro da Werkbund, com alguns membros, como Hermann Muthesius, a defender a estandardização, e outros, como Van de Velde, Gropius e Taut a defender o individualismo. Este conflito, conhecido por “Werkbundstreit”, quase levou ao fim da associação. (…) Apesar da Werkbund ter acabado em 1934, foi reaberta em 1947, mas o esforço foi em vão. A Deutsche Werkbund unio o Jungendstil e o Movimento Moderno e, através das suas actividades, teve um enorme impacto na evolução do design industrial alemão.”

Design do Século XX, Taschen





BMW GINA

6 11 2009

É impressionante até onde o design aliado a novos materiais e tecnologias nos pode levar.

Este é sem dúvida o conceito mais inovador e criativo no mundo automóvel.  Imagine carros que se podem moldar ás necessidades do usuário? Incrível.





Walter Gropius

2 11 2009

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Walter Gropius estudou arquitectura na Technische Hochschule de Munique de 1903 a 1905, e depois na Technische Hochschule de Berlim, de 1905 a 1907. O seu primeiro projecto de edifício, em 1906, era para habitações de baixo custo, destinadas a trabalhadores agrícolas. De 1908 a 1910, Gropius trabalhou no atelier de Peter Behrens, em Berlim, projectando escritórios e mobiliário para o armazém Lehmann em Colónia. Em 1910 Gropius estabeleceu uma sociedade de arquitectura com Adolf Meyer (1881-1929) em Neubabelsberg e tornou-se membro da Deutscher Werkbund (estabelecida em 1907). Como membro activo da Deutscher Werkbund, opôs-se inicialmente ás exortações de Hermann Muthesius (1861-1927) a favor da estandarização e tomou o partido de Henry Van de Velde, que advogava individualismo e criatividade pessoal no design. A Fagus Factory (1911) de Gropius incorporava inovadoramente uma parede-cortina que estava suspensa dos elementos verticais do edifício e que foi apresentada no Jahrbucher da Werkbund, que Gropius editou de 1912 a 1914. Também desenhou a fábrica-modelo para a “Deutsche-Werkbund-Ausstelung” que teve lugar em Colónia em 1914, que com a sua construção de aço e vidro foi uma poderosa expressão do Movimento Moderno. Após a devastação da I Guerra Mundial, Gropius aceitou a necessidade da estandarização no design e tornou-se director da Hochschule Fur Angewandte Kunst, que uniu á Kunstakademie em Weimar em 1919, para formar a Staatliches Bauhaus. Enquanto dirigiu a escola, de 1919 a 1928, Gropius insistiu na unidade das artes e instigou um sistema de oficinas chefiadas por “mestres”. Durante este período, aceitou numerosas encomendas privadas de arquitectura, incluíndo a Sommerfeld House, desenhando várias peças de mobiliário pintadas de branco e desenvolveu uma casa pré-fabricada para a exposição “Weissenhof-Siedlung” de Estugarda em 1927. Quando a Bauhaus se mudou para Dessau, a escola adoptou por necessidade um novo racionalismo, e em 1925 Gropius projectou instalaçoes com esse objectivo, que encarnavam esta deslocação em direcção á modernidade industrial. Em 1934 Gropius emigrou para a Grã-Bretanha, onde trabalhou em sociedade com o arquitecto E. Maxwell Fry (1899-1987) até 1937. Enquanto teve em Londres, Gropius trabalhou para a empresa de Jack Pritchard, a Isokon, onde foi nomeado chefe de design em 1936. Um ano depois emigrou para os Estados Unidos e tornou-se professor de arquitectura na Harvard University.