Deutsche Werkbund

15 11 2009

 

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“(…) Fundada em 1907, a Deutsche Werkbund tentou desde o início reconciliar o esforço artistíco com a produção industrial em massa. Assim, o seu corpo fundador era composto por um dúzia de designers, incluindo Riemerschmid, Bruno Paul, Peter Behrens e Josef Maria Olbrich, e uma dúzia de manufacturas, incluindo a Peter Bruckmann & Sohne e a Poeschel & Trepte, assim como oficinas de design, como a Wiener Werkstatte e a Vereinigte Werkstatten fur Kunst im Handwerk sedeada em Munique. Peter Bruckmann foi nomeado presidente da associação, e ao fim de um ano a sociedade tinha cerca de 500 pessoas. A partir de 1912 a Werkbund começou a publicar um anuário, que incluía artigos com ilustrações com designs dos seus membros, como fábricas de Walter Gropius e Peter Behrens e carros de Ernst Naumann. O anuário continha também listas com a morada dos membros e as áreas de especialização, numa tentativa de promover a colaboraçã entre a arte e a indústria. (…) No entanto a crescente divergência entre o artesanato e a produção industrial alimentava um debate dentro da Werkbund, com alguns membros, como Hermann Muthesius, a defender a estandardização, e outros, como Van de Velde, Gropius e Taut a defender o individualismo. Este conflito, conhecido por “Werkbundstreit”, quase levou ao fim da associação. (…) Apesar da Werkbund ter acabado em 1934, foi reaberta em 1947, mas o esforço foi em vão. A Deutsche Werkbund unio o Jungendstil e o Movimento Moderno e, através das suas actividades, teve um enorme impacto na evolução do design industrial alemão.”

Design do Século XX, Taschen





Walter Gropius

2 11 2009

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Walter Gropius estudou arquitectura na Technische Hochschule de Munique de 1903 a 1905, e depois na Technische Hochschule de Berlim, de 1905 a 1907. O seu primeiro projecto de edifício, em 1906, era para habitações de baixo custo, destinadas a trabalhadores agrícolas. De 1908 a 1910, Gropius trabalhou no atelier de Peter Behrens, em Berlim, projectando escritórios e mobiliário para o armazém Lehmann em Colónia. Em 1910 Gropius estabeleceu uma sociedade de arquitectura com Adolf Meyer (1881-1929) em Neubabelsberg e tornou-se membro da Deutscher Werkbund (estabelecida em 1907). Como membro activo da Deutscher Werkbund, opôs-se inicialmente ás exortações de Hermann Muthesius (1861-1927) a favor da estandarização e tomou o partido de Henry Van de Velde, que advogava individualismo e criatividade pessoal no design. A Fagus Factory (1911) de Gropius incorporava inovadoramente uma parede-cortina que estava suspensa dos elementos verticais do edifício e que foi apresentada no Jahrbucher da Werkbund, que Gropius editou de 1912 a 1914. Também desenhou a fábrica-modelo para a “Deutsche-Werkbund-Ausstelung” que teve lugar em Colónia em 1914, que com a sua construção de aço e vidro foi uma poderosa expressão do Movimento Moderno. Após a devastação da I Guerra Mundial, Gropius aceitou a necessidade da estandarização no design e tornou-se director da Hochschule Fur Angewandte Kunst, que uniu á Kunstakademie em Weimar em 1919, para formar a Staatliches Bauhaus. Enquanto dirigiu a escola, de 1919 a 1928, Gropius insistiu na unidade das artes e instigou um sistema de oficinas chefiadas por “mestres”. Durante este período, aceitou numerosas encomendas privadas de arquitectura, incluíndo a Sommerfeld House, desenhando várias peças de mobiliário pintadas de branco e desenvolveu uma casa pré-fabricada para a exposição “Weissenhof-Siedlung” de Estugarda em 1927. Quando a Bauhaus se mudou para Dessau, a escola adoptou por necessidade um novo racionalismo, e em 1925 Gropius projectou instalaçoes com esse objectivo, que encarnavam esta deslocação em direcção á modernidade industrial. Em 1934 Gropius emigrou para a Grã-Bretanha, onde trabalhou em sociedade com o arquitecto E. Maxwell Fry (1899-1987) até 1937. Enquanto teve em Londres, Gropius trabalhou para a empresa de Jack Pritchard, a Isokon, onde foi nomeado chefe de design em 1936. Um ano depois emigrou para os Estados Unidos e tornou-se professor de arquitectura na Harvard University.





Peter Behrens

31 10 2009
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Ventoinha desenhada por Peter Behrens. Um dos seus muitos trabalhos para a AEG.

Entre 1886 e 1889, Peter Behrens estudou na Kunstgewerbeschule em Hamburgo, na Kunstschule em Karlsruhe e na Dusseldorfer Akademie. Desde 1890 trabalhou como pintor e designer gráfico em Munique, onde foi influenciado pelo movimento Jugendstil. Durante este período produziu gravuras coloridas, ilustrações e encadernações no estilo Jugendstil e em 1893 tornou-se membro fundador da Munchner Sezession (Secessão de Munique), um grupo progressista de artesãos expositores. Em 1896 viajou até Itália e um ano mais tarde juntou-se a Hermann Obrist, August Endell, Bruno Paul, Richard Riemerschmid e Bernhard Pankok para montar a Vereinigte Werkstatten fur Kunst im Handwerk (Oficinas unidas) em Munique, para produção de objectos de uso quotidiano. Em 1898 Behrens trabalhou no jornal Pan e desenhou as primeiras peças de mobiliário, que foram expostas na Glaspalast em Munique no ano seguinte. De 1899 a 1903 foi membro activo da Darmstadter Kunstler-Kolonie (Colónia de Artistas de Darmstadt), que tinha sido iniciada pelo Grão-Duque Ernst-Ludwig de Hesse-Darmstadt. Em  Darmstadt, Behrens desenhou o seu primeiro edíficio, a Behrens Haus. Este projecto foi concebido como um Gesamtkunstwerk, em que o mobiliário e o vidro foram criados especialmente para ele. Esta casa marcou um importante ponto de partida para o afastamento de Behrens do Jugendstil e uma aproximação mais racional ao design. Em 1902 e 1903 Behrens deu aulas no Bayerisches Gewerbemuseum em Nuremberga e expôs na “Esposizione Internazionale D’arte Decorativa Moderna” em Turim. De 1903 a 1907 foi director da Kunstwerbeschule em Dusseldorf. O sentido comercial da “Arte Industrial” levou o fundador da AEG, Emil Rathenau – instigado por Paul Jordan (director das fábricas da AEG) -, a nomear Peter Behrens director artístico da Empresa em 1907. Foi a primeira vez que uma empresa empregou um designer para aconselhar sobre todos os aspectos do design. Nesta função, Behrens desenhou casas e fábricas para os trabalhadores, incluíndo a Fábrica das Turbinas da AEG, de betão, aço e vidro que, sendo umas das primeiras verdadeiras expressões da arquitectura industrial moderna, foi enormemente influente. Para além da arquitectura, Behrens também desenhou produtos eléctricos, como por exemplo chaleiras, ventoinhas e relógios, que incorporavam na sua construcção componentes estandarizados que eram intermutáveis entre produtos, de forma a racionalizar os métodos de produção. Behrens era também responsável pelo grafismo usado pela empresa e criou uma forte e muito unificada entidade corporativa para ela. Pouco depois da sua nomeação para a AEG, Behrens, em conjunto com Peter Bruckman, Josef Maria Olbrich, Fritz Schumacher, Richard Riemerschmid e Hermann Muthesius, fundou a Deutscher Werkbund em Outobro de 1907. (…) Sendo um dos primeiros designers industriais, Behrens foi o mais influente designer alemão do século XX. As suas soluçoes de design simples, práticas e racionais foram intensamente influentes para a formação do Modernismo.





O que é a Revolução Industrial?

26 10 2009
Revolução industrial e o design actual.