Mies van der Rohe . Barcelona Chair

24 11 2009

Cadeira Barcelona

“Este gracioso modelo de cadeirão remonta á data da encomenda do Pavilhão da Alemanha para a exposição universal de Barcelona, em 1929. Lugwig Mies van der Rohe projectou um edificio considerado emblemático da arquitectura moderna e criou uma estrutura poética de planos horizontais e verticais, constituídos por paredes de mármore e ónix, vidro pintado e colunas cromodas.  (o pavilhão foi demolido em 1930 e reconstruido pela Fundació Mies van der Rohe, de acordo com as especificações originais em 1983-86). Não tendo no seu portfólio mobiliário que considerasse para a utilização neste espaço amplo e ininterrupto, concebeu assim a cadeira Barcelona, de modo a não parecer demasiado grande nem a afectar a fluidez do espaço, para complementar o pavilhão. Dado que reis de Espanha deveriam ser aí recebidos, Mies estava determinado a produzir uma cadeira “importante, elegante e monumental”. Utilizou uma estrutura de tesousa – com duas pernas em aço cromado, curvas e elegantes, como caracteres chineses – onde cada lado era unido por uma barra transversal com pernas e toda a estrutura era soldada e limada á mão.  As barras de aço eram um material exclusivo na altura e as correias de couro, esticadas sobre a estrutura, escondiam inteligentemente os pernos. Apesar de os cadeirões serem de fabrico difícil, para não falar do seu custo, a Knoll começou a produzir a cadeira mas decidiu criar uma estrutura soldada singular inteira. Esta solução reduziu a necessidade de polimento e lixamento e, em 1964, o aço cromado foi substituido por aço inoxidável polido. No entanto, a estrutura esteve sempre visível; o princípio da suspensão vê-se através do assento flutuante. O cadeirão foi aperfeiçoado por Mies nos anos de 1950, para conferir maior elasticidade ao assento, referindo que “a cadeira  deveria abrir-se ao seu ocupante sob o peso do seu corpo. As costas deveriam inclinar-se e o assento afundar-se.” No pavilhão alemão, Mies colucou apenas duas cadeiras com almofadas em couro branco, cada uma com 40 painéis cosidos á mão – junto a uma parede de ónix cor mel, o que lhe conferia um ar de autoridade e as elevava imediatamente ao estaturo de tronos. O cadeirão Barcelona nunca se destinou á produção em série, mas tornou-se num objecto de culto devido ao seu designer, que o começou a utilizar nas áreas de repepção formais dos seus emblemáticos edifícios – o que explica porque o podemos ver ainda hoje em edifícios de escritórios.”

Design, 1000 Objectos de Culto, Volume 3

 

Cadeira Barcelona

Em venda na Knoll – http://www.knoll.com/knoll_home.jsp